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Recessão: o que acontece quando a economia encolhe e como isso afeta emprego, renda e investimentos

Por Leonardo Henrique Miranda Cruz Quando se fala em recessão, muita gente imagina imediatamente empresas fechando, desemprego disparando e bolsas desabando. Esses fenômenos podem acontecer, mas uma recessão não começa necessariamente dessa forma. Em muitos casos, a economia primeiro perde velocidade, consumidores ficam mais cautelosos, empresas reduzem investimentos e o crédito se torna mais difícil antes que a contração apareça claramente nos indicadores. Recessão é, em essência, uma fase de retração relevante da atividade econômica. Ela tende a aparecer em diferentes pontos da economia ao mesmo tempo: produção, renda, consumo, emprego, vendas e investimentos. Por isso, entender uma recessão exige olhar além de um único número do Produto Interno Bruto. O QUE É UMA RECESSÃO? Uma recessão ocorre quando a atividade econômica sofre uma contração significativa e relativamente disseminada. O National Bureau of Economic Research, referência na identificação dos ciclos econômicos dos Estados...

Deflação: quando a queda dos preços pode ajudar e quando pode virar um problema para a economia

Por Leonardo Henrique Miranda Cruz Quando os preços caem, a primeira reação de muita gente é considerar a notícia positiva. Afinal, se alimentos, combustíveis, eletrodomésticos ou serviços ficam mais baratos, o consumidor consegue comprar mais com a mesma renda. Em situações pontuais, esse alívio realmente pode ser benéfico. O problema começa quando a queda deixa de estar concentrada em alguns produtos e passa a se espalhar pela economia, por tempo prolongado, acompanhada de fraqueza da demanda, redução de lucros, salários estagnados e aumento do peso real das dívidas. É nesse ponto que aparece a deflação. Diferentemente da inflação, que representa aumento generalizado e persistente dos preços, a deflação corresponde a uma queda persistente do nível geral de preços. Ela também não deve ser confundida com desinflação, situação em que os preços continuam subindo, mas em ritmo menor. Uma economia pode passar de uma inflação de 8% para 4% ao ano sem experimentar deflação; nesse caso, os pr...

Inflação: como a alta dos preços corrói o poder de compra no Brasil e no mundo

Por Leonardo Henrique Miranda Cruz A inflação costuma aparecer no noticiário como um número: 4%, 5% ou 6% ao ano. Para quem vive do salário, paga aluguel, abastece o carro, compra alimentos ou tenta formar patrimônio, porém, ela representa algo muito mais concreto: a perda gradual do poder de compra do dinheiro. Quando os preços sobem, cada real passa a comprar menos. O saldo da conta bancária pode continuar o mesmo e o salário até pode aumentar nominalmente, mas, se a renda não acompanha o custo de vida, a capacidade real de consumo diminui. Esse processo não acontece apenas no Brasil. Em 2026, a inflação voltou a ganhar importância no cenário mundial depois de um período de desaceleração. O Fundo Monetário Internacional projetou inflação global de 4,7% para 2026 e afirmou que a tendência de desinflação observada desde o início de 2024 perdeu força. No Brasil, o IPCA acumulava 4,64% em 12 meses até junho de 2026, enquanto o Banco Central registrava expectativas de mercado de 5,0% ...